
Enquanto ouvia a noticia da debandada de médicos para o privado, a minha filha tratava-me de um dó-dói, armada de pomada e penso:
-Deita mãe
-Sou doutora tá bem mãe?
Fazia-se uma abordagem daquelas bem esmiuçadas e prolongadas do sector publico e privado da saúde em Portugal. A das questões financeiras, dos ordenados dos Sr. doutores. A quem interesse - http://hospitalportugal.blog.com/3240118/
É sabido que há profissionais de saúde que em apenas uma tarde de trabalho no privado conseguem ganhar mais dinheiro do que num mês inteiro no hospital. Não me parece que isto possa ou deva acontecer.
É normal que se recompense quem trabalha, que se recompense quem trabalha melhor e acima de tudo, que se recompense quem é mais competente! Nesta caso trata-se de recompensar quem assiste gente com mais dinheiro?, doentes que têm mais dinheiro?
Não me querendo tornar repetitiva a saúde não pode ser cotada pela tabela do dinheiro, o rico e o pobre têm os mesmos direitos de assistência de saúde.
Se o rico pode escolher pagar mais tem esse direito. Agora será menos justo que o pobre, o desempregado, o Zé ninguém sejam tratados da mesma maneira não pagando nada? Não seria melhor que ninguém pagasse e assim o bom e o mau teria sempre a mesma cara?
Basta olhar para os movimentos migratórios para perceber como um medico ganha bem em Portugal. Enquanto que cada vez mais portugueses fogem para Espanha em busca de melhores salários, pelo contrário, são os médicos espanhóis que vêm para Portugal. A única explicação plausível para este movimento em contra-corrente, reside no facto de os salários dos médicos em Portugal serem maiores do que em Espanha. Como o rendimento médio espanhol é bastante mais alto que o português, tal é sintoma de que, em termos relativos, os salários dos nossos médicos são elevadíssimos.
Bem, enquanto isso esta médica só me quer tratar e salvar vidas como se de uma médica sem fronteiras se tratasse...O meu pensamento passeia-se até ao futuro e começo a imaginar-me a ir ao consultório da minha filha, a percorrer aqueles corredores hospitalares orgulhosa como um galo. Curioso que os corredores não são assim tão limpos e assépticos, são os de um hospital cheio de gente a precisar de assistência.
Agrada-me a ideia, como me agradava em criança quando um médico era um ser incorruptível e quase angelical.
- Vai passar mãe
- Agora trata a mim mãe...
-Deita mãe
-Sou doutora tá bem mãe?
Fazia-se uma abordagem daquelas bem esmiuçadas e prolongadas do sector publico e privado da saúde em Portugal. A das questões financeiras, dos ordenados dos Sr. doutores. A quem interesse - http://hospitalportugal.blog.com/3240118/
É sabido que há profissionais de saúde que em apenas uma tarde de trabalho no privado conseguem ganhar mais dinheiro do que num mês inteiro no hospital. Não me parece que isto possa ou deva acontecer.
É normal que se recompense quem trabalha, que se recompense quem trabalha melhor e acima de tudo, que se recompense quem é mais competente! Nesta caso trata-se de recompensar quem assiste gente com mais dinheiro?, doentes que têm mais dinheiro?
Não me querendo tornar repetitiva a saúde não pode ser cotada pela tabela do dinheiro, o rico e o pobre têm os mesmos direitos de assistência de saúde.
Se o rico pode escolher pagar mais tem esse direito. Agora será menos justo que o pobre, o desempregado, o Zé ninguém sejam tratados da mesma maneira não pagando nada? Não seria melhor que ninguém pagasse e assim o bom e o mau teria sempre a mesma cara?
Basta olhar para os movimentos migratórios para perceber como um medico ganha bem em Portugal. Enquanto que cada vez mais portugueses fogem para Espanha em busca de melhores salários, pelo contrário, são os médicos espanhóis que vêm para Portugal. A única explicação plausível para este movimento em contra-corrente, reside no facto de os salários dos médicos em Portugal serem maiores do que em Espanha. Como o rendimento médio espanhol é bastante mais alto que o português, tal é sintoma de que, em termos relativos, os salários dos nossos médicos são elevadíssimos.
Bem, enquanto isso esta médica só me quer tratar e salvar vidas como se de uma médica sem fronteiras se tratasse...O meu pensamento passeia-se até ao futuro e começo a imaginar-me a ir ao consultório da minha filha, a percorrer aqueles corredores hospitalares orgulhosa como um galo. Curioso que os corredores não são assim tão limpos e assépticos, são os de um hospital cheio de gente a precisar de assistência.
Agrada-me a ideia, como me agradava em criança quando um médico era um ser incorruptível e quase angelical.
- Vai passar mãe
- Agora trata a mim mãe...
Saúde,
Maria Roque
